• Não existe jornal sem repórter, não existe repórter sem leitor!
  • Tinir de ferros… estalar de açoite… / Legiões de homens negros como a noite, / Horrendos a dançar… "C".
  • Animação inspirada, em medidas iguais, pelo furacão Katrina, Buster Keaton, "O Mágico de Oz" e a paixão pelos livros...
  • Pouco importa venha a velhice, que é a velhice?/ Teu ombros suportam o mundo/ e ele não pesa mais que a mão de uma criança.
  • O ser humano enquanto cidadão é dotado de uma série de prerrogativa que transforma o seu comportamento diariamente ao longo da história, entre essas a educação.

segunda-feira, 8 de julho de 2013

“The Fantastic Flying Books of Mr. Morris Lessmore”


"Morris" foi premiado com o Oscar 2012 como o Melhor Curta de Animação"




Sinopse: Inspirado, em medidas iguais, pelo furacão Katrina, Buster Keaton, "O Mágico de Oz" e a paixão pelos livros, "The Fantastic Flying Books of Mr. Morris Lessmore" é uma alegoria bem humorada sobre o poder curativo das histórias. A partir de uma variedade de técnicas (miniaturas, computação gráfica, animação 2D), o premiado autor/ilustrador William Joyce e o codiretor Brandon Oldenburg apresenta um estilo híbrido de animação que remete tanto aos filmes silenciosos quanto aos musicais Technicolor da MGM.


Ficha Técnica: 

Gênero: Animação
Roteiro: William Joyce
Produção: Alissa M. Kantrow, Iddo Lampton Enochs Jr., Trish Farnsworth-Smith
Trilha Sonora: John Hunter
Duração: 15 min.
Ano: 2011
País: Estados Unidos




quarta-feira, 3 de julho de 2013

Os Ombros Suportam o Mundo



Chega um tempo em que não se diz mais: meu Deus.

Tempo de absoluta depuração.

Tempo em que não se diz mais: meu amor.

Porque o amor resultou inútil.
E os olhos não choram. 
E as mãos tecem apenas o rude trabalho.
E o coração está seco.


Em vão mulheres batem à porta, não abrirás.
Ficaste sozinho, a luz apagou-se,
mas na sombra teus olhos resplandecem enormes.
És todo certeza, já não sabes sofrer.
E nada esperas de teus amigos.


Pouco importa venha a velhice, que é a velhice?
Teu ombros suportam o mundo
e ele não pesa mais que a mão de uma criança. 
As guerras, as fomes, as discussões dentro dos edifícios
provam apenas que a vida prossegue
e nem todos se libertaram ainda.
Alguns, achando bárbaro o espetáculo,
prefeririam (os delicados) morrer.
Chegou um tempo em que não adianta morrer.
Chegou um tempo em que a vida é uma ordem.
A vida apenas, sem mistificação.


Carlos Drummond de Andrade