• Não existe jornal sem repórter, não existe repórter sem leitor!
  • Tinir de ferros… estalar de açoite… / Legiões de homens negros como a noite, / Horrendos a dançar… "C".
  • Animação inspirada, em medidas iguais, pelo furacão Katrina, Buster Keaton, "O Mágico de Oz" e a paixão pelos livros...
  • Pouco importa venha a velhice, que é a velhice?/ Teu ombros suportam o mundo/ e ele não pesa mais que a mão de uma criança.
  • O ser humano enquanto cidadão é dotado de uma série de prerrogativa que transforma o seu comportamento diariamente ao longo da história, entre essas a educação.

sábado, 15 de abril de 2017

Sobre: Objetivo do blog


O ser humano enquanto cidadão é dotado de uma série de prerrogativa que transforma o seu comportamento diariamente ao longo da história, entre essas a educação. Em constante mudança o individuo em contato com o outro, com o social, inevitavelmente se educa, trata-se de uma inelutável faculdade humana – se educar  para educar. Em meio às educações institucionalizada ou informal é sábio que todos possuem direitos sobre as mesmas. Trata-se, sobretudo de uma condição humana.

Há de ser ressaltar o plural – educações, pois pertence a um universo social, trata-se de uma transmissão cultural feita das diversas maneiras e modos. Teóricos da educação analisaram das mais diferentes formas que a educação por muitas vezes ocorre muito além dos muros da escola. No simples contato, na simples influencia, desde os primeiros estágios da vida, eis o processo da educação. 
Nesse sentido, este blog é um espaço de reflexão, debate e crítica, que tem por princípios a liberdade de expressão e o respeito a diversidade. Seu principal objetivo é integrar a sala de aula com os ambientes virtuais, tão presentes na sociedade contemporânea.

quinta-feira, 13 de abril de 2017

Qual é a função do repórter


Sem dúvida a função do repórter é a mais importante em um jornal diário, mensal ou semestral. Esse profissional tem a incumbência de tornar o jornal possível, ou seja, oferecer vida ao veículo impresso. Em sua prática cotidiana, o jornalista, provido de técnica, busca atingir a clarividência e a objetividade em prol de satisfazer aqueles que simbolicamente são verdadeiramente os seus chefes, ou seja, os leitores. Desse modo: ser claro e ser jornalista torna-se redundância.

Nesse sentido existe uma primeira regra simples. Não existe jornal sem repórter, não existe repórter sem leitor! O repórter é um autor preocupado antes de tudo com sua capacidade comunicativa, deve saber se comunicar com doutores ou com aqueles menos escolarizados, portanto, tem por dever a modelagem da brutalidade do fato em prol de um dinâmico e sensato produto jornalístico, o texto.

Em continuidade à prática jornalística, tendo em mente um objetivo a ser cumprido, um fato a ser explorado, uma meta distribuída por competentes superiores – editores, destina-se o caminho da investigação. Nesse caso um termo pode melhor designar esse trabalho prático, referimos a apuração.  O sucesso no ato de investigar o fato e extrair dele aquilo que deverá ser narrado tradicionalmente é recomendado no esforço de resposta a seis perguntas fundamentais, logo de cara: o quê? Quem? Quando? Onde? Como? E por  quê? Monta-se dessa forma a base de sustento de uma reportagem. É tornar óbvio um fato. Colocar objetivamente o resumo, em cinco ou seis linhas, logo no primeiro paragrafo... Parece simples, certo? Mas, não é.


A aparência de simplicidade nessa técnica é enganosa. Outro ditadorzinho popular na redação jornalística: “ser simples é complicado.” Não é fácil tornar óbvio um fato! Responder essas perguntas é um empreendimento de  garimpagem, determina que o repórter vá em encontro aos fatos, não pode cruzar os braços e achar que todas as repostas baterão em sua porta. Recomenda entrevistas, lidar com documentos, outros veículos jornalísticos e declarações oficiais. Ora, apurar e andar, são sinônimos, ou melhor correr. Pois, o tempo urge. Portanto, será no contato direto, contato com informações primárias e secundárias que a matéria ganhará formato e se tornará possível retomar a mesa de uma redação para a mais bela fase, a escrita da redação.

quarta-feira, 12 de abril de 2017

Navio Negreiro. - Castro Alves.


“’Stamos em pleno mar… Doudo no espaço
Brinca o luar – dourada borboleta;
E as vagas após ele correm… cansam
Como turba de infantes inquieta.
‘Stamos em pleno mar… Do firmamento
Os astros saltam como espumas de ouro…
O mar em troca acende as ardentias,
– Constelações do líquido tesouro…
‘Stamos em pleno mar… Dois infinitos
Ali se estreitam num abraço insano,
Azuis, dourados, plácidos, sublimes…
Qual dos dous é o céu? qual o oceano?…
‘Stamos em pleno mar. . . Abrindo as velas
Ao quente arfar das virações marinhas,
Veleiro brigue corre à flor dos mares,
Como roçam na vaga as andorinhas…
Era um sonho dantesco… o tombadilho
Que das luzernas avermelha o brilho.
Em sangue a se banhar.
Tinir de ferros… estalar de açoite…
Legiões de homens negros como a noite,
Horrendos a dançar…
Negras mulheres, suspendendo às tetas
Magras crianças, cujas bocas pretas
Rega o sangue das mães:
Outras moças, mas nuas e espantadas,
No turbilhão de espectros arrastadas,
Em ânsia e mágoa vãs!
E ri-se a orquestra irônica, estridente…
E da ronda fantástica a serpente
Faz doudas espirais …
Se o velho arqueja, se no chão resvala,
Ouvem-se gritos… o chicote estala.
E voam mais e mais…
Presa nos elos de uma só cadeia,
A multidão faminta cambaleia,
E chora e dança ali!
Um de raiva delira, outro enlouquece,
Outro, que martírios embrutece,
Cantando, geme e ri!
Existe um povo que a bandeira empresta
P’ra cobrir tanta infâmia e cobardia!…
E deixa-a transformar-se nessa festa
Em manto impuro de bacante fria!…
Meu Deus! meu Deus! mas que bandeira é esta,
Que impudente na gávea tripudia?
Silêncio. Musa… chora, e chora tanto
Que o pavilhão se lave no teu pranto!…
Auriverde pendão de minha terra,
Que a brisa do Brasil beija e balança,
Estandarte que a luz do sol encerra
E as promessas divinas da esperança…
Tu que, da liberdade após a guerra,
Foste hasteado dos heróis na lança
Antes te houvessem roto na batalha,
Que servires a um povo de mortalha!…
Fatalidade atroz que a mente esmaga!
Extingue nesta hora o brigue imundo
O trilho que Colombo abriu nas vagas,
Como um íris no pélago profundo!
Mas é infâmia demais! … Da etérea plaga
Levantai-vos, heróis do Novo Mundo!
Andrada! arranca esse pendão dos ares!
Colombo! fecha a porta dos teus mares!



segunda-feira, 8 de julho de 2013

“The Fantastic Flying Books of Mr. Morris Lessmore”


"Morris" foi premiado com o Oscar 2012 como o Melhor Curta de Animação"




Sinopse: Inspirado, em medidas iguais, pelo furacão Katrina, Buster Keaton, "O Mágico de Oz" e a paixão pelos livros, "The Fantastic Flying Books of Mr. Morris Lessmore" é uma alegoria bem humorada sobre o poder curativo das histórias. A partir de uma variedade de técnicas (miniaturas, computação gráfica, animação 2D), o premiado autor/ilustrador William Joyce e o codiretor Brandon Oldenburg apresenta um estilo híbrido de animação que remete tanto aos filmes silenciosos quanto aos musicais Technicolor da MGM.


Ficha Técnica: 

Gênero: Animação
Roteiro: William Joyce
Produção: Alissa M. Kantrow, Iddo Lampton Enochs Jr., Trish Farnsworth-Smith
Trilha Sonora: John Hunter
Duração: 15 min.
Ano: 2011
País: Estados Unidos




quarta-feira, 3 de julho de 2013

Os Ombros Suportam o Mundo



Chega um tempo em que não se diz mais: meu Deus.

Tempo de absoluta depuração.

Tempo em que não se diz mais: meu amor.

Porque o amor resultou inútil.
E os olhos não choram. 
E as mãos tecem apenas o rude trabalho.
E o coração está seco.


Em vão mulheres batem à porta, não abrirás.
Ficaste sozinho, a luz apagou-se,
mas na sombra teus olhos resplandecem enormes.
És todo certeza, já não sabes sofrer.
E nada esperas de teus amigos.


Pouco importa venha a velhice, que é a velhice?
Teu ombros suportam o mundo
e ele não pesa mais que a mão de uma criança. 
As guerras, as fomes, as discussões dentro dos edifícios
provam apenas que a vida prossegue
e nem todos se libertaram ainda.
Alguns, achando bárbaro o espetáculo,
prefeririam (os delicados) morrer.
Chegou um tempo em que não adianta morrer.
Chegou um tempo em que a vida é uma ordem.
A vida apenas, sem mistificação.


Carlos Drummond de Andrade