Sem dúvida a função do repórter é a mais importante em um
jornal diário, mensal ou semestral. Esse profissional tem a incumbência de
tornar o jornal possível, ou seja, oferecer vida ao veículo impresso. Em sua
prática cotidiana, o jornalista, provido de técnica, busca atingir a
clarividência e a objetividade em prol de satisfazer aqueles que simbolicamente
são verdadeiramente os seus chefes, ou seja, os leitores. Desse modo: ser claro
e ser jornalista torna-se redundância.
Nesse sentido existe uma primeira regra simples. Não existe
jornal sem repórter, não existe repórter sem leitor! O repórter é um autor
preocupado antes de tudo com sua capacidade comunicativa, deve saber se
comunicar com doutores ou com aqueles menos escolarizados, portanto, tem por
dever a modelagem da brutalidade do fato em prol de um dinâmico e sensato
produto jornalístico, o texto.
Em continuidade à prática jornalística, tendo em mente um
objetivo a ser cumprido, um fato a ser explorado, uma meta distribuída por
competentes superiores – editores, destina-se o caminho da investigação. Nesse
caso um termo pode melhor designar esse trabalho prático, referimos a
apuração. O sucesso no ato de investigar
o fato e extrair dele aquilo que deverá ser narrado tradicionalmente é
recomendado no esforço de resposta a seis perguntas fundamentais, logo de cara:
o quê? Quem? Quando? Onde? Como? E por
quê? Monta-se dessa forma a base de sustento de uma reportagem. É tornar
óbvio um fato. Colocar objetivamente o resumo, em cinco ou seis linhas, logo no
primeiro paragrafo... Parece simples, certo? Mas, não é.
A aparência de simplicidade nessa técnica é enganosa. Outro
ditadorzinho popular na redação jornalística: “ser simples é complicado.” Não é
fácil tornar óbvio um fato! Responder essas perguntas é um empreendimento
de garimpagem, determina que o repórter
vá em encontro aos fatos, não pode cruzar os braços e achar que todas as
repostas baterão em sua porta. Recomenda entrevistas, lidar com documentos,
outros veículos jornalísticos e declarações oficiais. Ora, apurar e andar, são
sinônimos, ou melhor correr. Pois, o tempo urge. Portanto, será no contato
direto, contato com informações primárias e secundárias que a matéria ganhará
formato e se tornará possível retomar a mesa de uma redação para a mais bela
fase, a escrita da redação.
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