quinta-feira, 13 de abril de 2017

Qual é a função do repórter


Sem dúvida a função do repórter é a mais importante em um jornal diário, mensal ou semestral. Esse profissional tem a incumbência de tornar o jornal possível, ou seja, oferecer vida ao veículo impresso. Em sua prática cotidiana, o jornalista, provido de técnica, busca atingir a clarividência e a objetividade em prol de satisfazer aqueles que simbolicamente são verdadeiramente os seus chefes, ou seja, os leitores. Desse modo: ser claro e ser jornalista torna-se redundância.

Nesse sentido existe uma primeira regra simples. Não existe jornal sem repórter, não existe repórter sem leitor! O repórter é um autor preocupado antes de tudo com sua capacidade comunicativa, deve saber se comunicar com doutores ou com aqueles menos escolarizados, portanto, tem por dever a modelagem da brutalidade do fato em prol de um dinâmico e sensato produto jornalístico, o texto.

Em continuidade à prática jornalística, tendo em mente um objetivo a ser cumprido, um fato a ser explorado, uma meta distribuída por competentes superiores – editores, destina-se o caminho da investigação. Nesse caso um termo pode melhor designar esse trabalho prático, referimos a apuração.  O sucesso no ato de investigar o fato e extrair dele aquilo que deverá ser narrado tradicionalmente é recomendado no esforço de resposta a seis perguntas fundamentais, logo de cara: o quê? Quem? Quando? Onde? Como? E por  quê? Monta-se dessa forma a base de sustento de uma reportagem. É tornar óbvio um fato. Colocar objetivamente o resumo, em cinco ou seis linhas, logo no primeiro paragrafo... Parece simples, certo? Mas, não é.


A aparência de simplicidade nessa técnica é enganosa. Outro ditadorzinho popular na redação jornalística: “ser simples é complicado.” Não é fácil tornar óbvio um fato! Responder essas perguntas é um empreendimento de  garimpagem, determina que o repórter vá em encontro aos fatos, não pode cruzar os braços e achar que todas as repostas baterão em sua porta. Recomenda entrevistas, lidar com documentos, outros veículos jornalísticos e declarações oficiais. Ora, apurar e andar, são sinônimos, ou melhor correr. Pois, o tempo urge. Portanto, será no contato direto, contato com informações primárias e secundárias que a matéria ganhará formato e se tornará possível retomar a mesa de uma redação para a mais bela fase, a escrita da redação.

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